Em Assembleia Geral Extraordinária ocorrida
nesta segunda-feira (15/12) os alunos dos 1º, 3º, 5º e 7º períodos do curso de
LCH em Imperatriz decidiram por unanimidade não realizarem as rematrículas para
o próximo semestre letivo, caso se confirme a “ameaça” de mudança do curso de
LCH do campus centro para o campus avançado do Bom Jesus.
As análises das estruturas físicas
do prédio para a possível mudança do funcionamento do curso de LCH para o
campus avançado do Bom Jesus surgiu após o Reitor Natalino Salgado vir a
Imperatriz sugerir a transferência do curso de LCH para ocupar as dependências
do campus Bom Jesus que foi construído – e ainda não acabado – para os cursos
de medicina, enfermagem, engenharia de alimentos que funcionam no turno diurno.
A ideia de transferência surge após a mobilização do curso de LCH que paralisou
durante trinta dias o campus centro em maio de 2014, onde reivindicavam melhorias
estruturais e acervo bibliográfico para o curso LCH e outras demandas do curso
de jornalismo. O “exílio” proposto pelo reitor ainda não é consenso junto aos
professores, mas mediante ao cumprimento das exigências dos professores (salas
para o funcionamento das aulas e grupos de pesquisa e extensão) cogitam – ainda
sem decisão firmada – a possibilidade de aceitarem a transferência. Tanto a
direção do centro quanto os próprios professores reconhecem que as exigências
do curso são difíceis de serem atendidas plenamente, pois todas as salas já são
usadas para os cursos e coordenações que lá funcionam, além do que, esses ainda
sofrem com as estruturas precárias no campus.
Os alunos alegam que no momento de
inscrição no SISU a opção do curso no campus centro foi um dos pontos
observados para quem se inscreveu e a mudança de local distante do centro com a
falta de linha regular de ônibus, estrutura cedida por outro curso – como é no
campus centro - mas já reconhecido, falta de segurança à noite na estrada que
dá acesso ao Bom Jesus e a inviabilidade de alunos que vêm de outras cidades
como Campestre, Davinópolis, João Lisboa, Açailândia, Dom Eliseu-PA, etc., a mudança para um
bairro afastado do centro da cidade seria dar adeus à continuidade do curso.
Mesmo sem condições de abrigar
novas turmas a reitoria e o programa REUNI vêm abrindo vagas todos os anos, sem
que com isso haja um investimento em estruturas que atendam a demanda. O ponto
positivo no aumento de filhos de trabalhadores no ensino superior cai por terra
devido a falta de condições de permanência na universidade, em Imperatriz não
há casa estudantil, restaurante universitário, e até mesmo estrutura de salas
de aulas como é o caso do de LCH que já tem oito anos e ocupa salas construídas
para outros cursos, e a qualquer momento podem convidar a nos retirarmos, uma
vez que a preferência é do curso prioritário.
Os acadêmicos de todos os períodos esperam
dos professores que unam forças aos alunos para juntos reivindicarem a
construção de prédio próprio e adequado para atender as demandas do Curso de
Licenciatura em Ciências Humanas, numa perspectiva de crescimento tanto do
número de turmas quanto de espaços para pesquisa e extensão. Enquanto isso a
luta pela permanência no campus centro é prioridade para os alunos.


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